MOSTRA//Landscapes Impossible

PROGRAMA #1

LANDSCAPES IMPOSSIBLE (Paisagens Impossíveis) // vídeos canadenses

05/11, quinta-feira às 16h

duração: 50 min.

curadoria: Deirdre Logue + Vtape (Canadá)

O Canadá é um vasto território, uma terra de quatro estações bem definidas, e cercada pelo extremo norte, o Atlântico e o Pacífico. Artistas canadenses frequentemente tentam discutir essa imensidão em seus trabalhos, buscando compreender sua escala, profundidade e imprevisibilidade desafiadoras. A paisagem canadense é também cultural e no programa “Landscapes Impossible” assume novo potencial tecnológico, social, linguístico, político e pessoal.

 

Transhuman Dance Recital (Canadá, 2007, 6:29min)
Direção: Jeremy Bailey

Uma proposta para uma futura forma humana perfeitamente apropriada para dançar.

Sobre o artista: Nativo de Toronto, Jeremy Bailey é um artista visual e curador que trabalha principalmente com mídia eletrônica. Ele foi descrito pela revista Filmmaker como “uma revolução de um homem só na forma como usa vídeo, computadores e nossos corpos para criar arte.” Seu trabalho tem sido apresentado em numerosas exposições e festivais nacionais e internacionais. Ele é co-fundador e artista participante no 640 480 Video Collective, um premiado coletivo internacional de escultures e vídeo artistas que criam projetos de novas mídias conceituais e interdisciplinares. Jeremy recebeu seu mestrado em vídeo-arte da Universidade de Syracuse, em 2006.

 

Beyond the Usual Limits: Part 1 (Canadá, 2005, 2:55min)
Direção: Deirdre Logue

Esta obra é parte de Why Always Instead of Just Sometimes, uma seleção de 12 curtas sobre envelhecer, ruptura e reparação. São obras que descrevem nossa necesssidade por intimidade e nossos medos de exposição. São sempre, quando gostaríamos que fossem ocasionais.

Sobre a artista: Os filmes, vídeos e instalações de Deirdre Logue centram-se no discurso de auto-representação, o corpo como material e passagem do tempo “real”. Exposições individuais recentes de seu premiado trabalho ocorreram em Oakville Galleries, Images Festival, Festival Internacional de Berlim, Beyond/In Western New York e em Articulé em Montreal. Foi membro fundadora do Media City, diretora executiva do Images Festival, diretora executiva da CFMDC e atualmente é Diretora de Desenvolvimento da Vtape.

 


Impossible Landscapes (Canadá, 2006, 12:30min)
Direção: Leslie Peters & Dara Gellman

Composto inteiramente de found footage e found sound manipulados, Impossible Landscapes revela um panorama fluido e em constante mutação de terrenos altamente idealizados e exagerados. Imagens cinematográficas contemporâneas da paisagem natural são vistas como locais mutáveis de violência arrebatadora e êxtase, onde o sinistro invade a beleza, a benevolência é suspeita, e narrativas reais e imaginários são interligadas.

Sobre as artistas: A artista Leslie Peters, baseada em Toronto, tem trabalhado ativamente com vídeo, vídeo-instalação em multi-canal, e como curadora de exposições e eventos culturais desde que completou seus estudos na Ontario College of Art em 1997. Leslie é membro fundadora do coletivo curatorial VVV, que tem apresentado programas de vídeo no Canadá para Tranz<>Tech: Toronto International Video Art Biennial, e internacionalmente para Amsterdam (Montevideo) para o Canadian Media Art Exhibition. Exposições da obra de Leslie incluem: Oberhausen International Film Festival (2001); Toronto, Art Gallery of Ontário: VIDEO PRIMER; Austrália, D>Art Film Festival, Australiann International Film Festival (2003); Barcelona, Espanha, The Vídeo Art Foundation S.C.P., 25HRS (2003).

Nascida em Sydney, Austrália, Dara Gellman é agora baseada em Toronto, e trabalha como videoartista, curadora, escritora e organizadora cultural. Dara é membro fundadora da organização curatorial VVV. Ela foi diretora do 3o Trans Tech Biennial (2003). Exposições das obras de Dara incluem: Sydney International Film Festival (Austrália, 2003), Images Festival of Independent Film and Vídeo (Toronto, 2003), Inside Out Lesbian & Gay Film Festival (Toronto, 2002), Brussels Lesbian and Gay Film Festival (Bélgica, 2001), Immaginaria Festival Internazionale del Cinema Lésbico (Itália, 2001), Warsaw International Media Art Biennale (Polónia, 1999) e Festival International de Cinema et de Video (Montreal, 1999).

 


Songs of Praise for the Heart Beyond Cure (Canadá, 2006, 14:40min)
Direção: Emily Vey Duke & Cooper Battersby

Songs of Praise For the Heart Beyond Cure marca nosso retorno para a estrutura episódica das nossas obras anteriores Rapt and Happy, Being Fucked Up e Bad Ideas for Paradise. Tal como acontece com as obras anteriores, Songs of Praise aborda um assunto difícil, muitas vezes doloroso. Temas de vício, violência, a destruição do mundo natural e as angústias da adolescência são tecidos por meio da obra, mas como Sarah Milroy escreve para o jornal Globe and Mail, o vídeo é “qualquer coisa, menos deprimente … [é fundado em] um sentimento de admiração pela estranheza cativante da vida e todas as mais vulneráveis pequenas criaturas peludas imersas nela (especialmente nós). “

Sobre os artistas: Os canadenses Cooper Battersby (1971, Penticton, BC) e Emily Vey Duke (1972, Halifax, NS) têm trabalhado em colaboração desde 1994. Eles trabalham com gravura, escrita crítica e curadoria, mas seu foco é em video-instalação escultural. Foram indicados ao Sobey Art Award 2010, o mais renomado prêmio canadense para artistas com menos de 40 anos. Seu trabalho tem sido exibido em galerias e festivais na América do Norte e do Sul e pela Europa, incluindo Brooklyn Art Museum, The Power Plant, Walker Center, Banff Centre, Vancouver Art Gallery , Art Gallery of Nova Scotia, YYZ, New York Video Festival, European Media Arts Festival, Impakt, e Images Festival. Seus vídeos receberam prêmios nacional e internacionalmente, e têm sido exibididos nos canais de televisão Canadian Broadcasting Corporation e Bravo. Também encontram-se na coleção de diversas bibliotecas de universidades, inclusive em Harvard e Princeton. Os vídeos são distribuídos na Europa pela Argos, nos EUA pela Video Data Bank e no Canadá pela Vtape e Video Out.

 

Nikamowin [Song] (Canadá, 2007, 11:15min)
Direção: Kevin Lee Burton

Uma paisagem sonora linguística composta pela desconstrução e reconstrução de danças narrativas Cree com várias paisagens manipuladas. Esta experiência audiovisual levanta questões sobre como as línguas existem, surgem, e sobrevivem. É óbvio que o Cree alterado e construído que o diretor “fala” neste filme não é aquele que está em conformidade com as tradicionais construções da linguagem Cree, mas ressoam profundamente o suficiente para nos fazer sentir como se estivéssemos ouvindo algo que nós verdadeiramente entendemos – uma mensagem que pede a falantes de línguas perdidas para ouvir sua música interior de orgulho para que eles possam trazer de volta a linguagem que vive sozinha esperando nas obscuridades dos seus espíritos.

Sobre o artista: Kevin é um diretor, programador de festival, editor e operador de camera que é um Swampy Cree do God’s Lake Narrows, Manitoba. Em suas obras, ele criou um nicho trabalhando apenas em sua lingua ancestral, o Cree. Kevin foi premiado com o Best Experimental Video e Best Indigenous Language Production por seu filme experimental NIKAMOWIN (SONG) no ImagineNATIVE Film Festival em 2007.

 

8th Avenue (EUA, 2010, 2:38min)
Direção: Paul Wong

Gravado em Nova Iorque, na esquina da 8a Avenida e rua 26, um carro pega fogo e explode.

Sobre o artista: “Paul Wong é um dos principais artistas do Canadá, trabalhando principalmente com vídeo, instalação e performance”. Suas obras receberam vários prêmios e distinções, tais como uma retrospectiva na National Gallery of Canada e o Bell Canada Award em1992 por sua impressionante contribuição à videoarte. Assim como Theresa Hak Kyung Cha, Yoko Ono e Nam June Paik, Wong é um dos poucos artistas asiáticos que prosperous no avant-garde norte-americano antes do avanço “multicultural” dos anos 80. Paul Wong é também um artista controverso, e em 1984 sua instalação multi-canal CONFUSED; SEXUAL VIEW foi cancelada pela Vancouver Art Gallery antes mesmo de ser inaugurada, o que provocou uma das mais dramaticas batalhas anti-censura no Canadá. Dentro da comunidade artística, ele é conhecido por ser um intrépido defensor da arte e dos artistas”. – Richard Fung, Fuse Magazine

 

 

Contato>> deirdrel@vtape.org

Info>> http://www.vtape.org

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