MOSTRA//Modelo para Armar
PROGRAMA #4
MODELO PARA ARMAR // vídeos argentinos
05/11, sexta-feira às 16h
duração: 56 min.
curadoria: Gabriela Golder (Argentina)
Este programa se relaciona com os cruzamentos entre os conceitos de IDENTIDADE – HISTÓRIA – MEMÓRIA – RESISTÊNCIA. De que maneira estamos atravessados por nossa história? De que modo se configura então nossa identidade? Como se constitui nossa história? Como construímos nosso olhar sobre esta história? Memória coletiva – memória individual, quem somos? Histórias de resistência, relatos conformados por fragmentos de vida, lugares de memória, de transformação.
5 Acciones [Sobre La Memoria Colectiva] (Argentina, 2010, 08min)
Direção: Javier Plano
Cinco ações concretas são executadas sobre material impresso popular relacionado com eventos argentinos históricos e atuais.
Nasceu em Buenos Aires (Argentina) em 1979. Em 2006 inicia o curso de Licenciatura em Artes Eletrônicas da Universidade Nacional de Tres de Febrero. Em 2007 começa a produzir trabalhos em vídeo single-channel com os quais participa em diversos festivais e mostras organizadas por instituições locais e internacionais. Faz parte de Continente desde 2008. Em 2010 participa de projetos artísticos de relevância, como a instalação Diálogos (nos bancos de uma praça), de Andrés Denegri e a mostra de vídeo temática Siete miradas sobre el Bicentenario.
Serie Ferrowhite [Museo Taller] (Argentina, 10:22min)
Direção: Nicolás Testoni
“Ferrowhite (museo taller)” é uma série de curtas sobre a vida dos habitantes da vizinhança de Ingeniero White. Fundado no final do século XIX pela companhia inglesa Southern Railway para o transporte de grão, Ingeniero White, o porto da cidade de Bahía Blanca, sofreu um processo de rápida mutação nos últimos anos, começando com o estabelecimento na sua costa de companhias multinacionais de petroquímica e comércio de cereal. Este shorts pretende mostrar as experiências que dão conta das várias formas que as pessoas levam suas vidas diárias em meio a essa transformação violenta.
De Las Ciudades Quedará Sólo El Viento Que Pasaba Por Ellas (Argentina, 2010, 02:25min)
Direção: Nicolás Testoni
“Se eu continuar andando…
Nicolás Testoni nasceu em Bahía Blanca, Argentina, em 1974. Seu trabalho em video recebeu apoio das fundações Jan Vrijman (2005) e Prince Claus (2007), alem de distinções no Prêmio “Arte y nuevas tecnologías” (Museo de Arte Moderno – Espacio Fundación Telefónica, Buenos Aires, 2006), no concurso para obras de música e vídeo “Leonor Hirsch” (Buenos Aires, 2008), no Concours Internationaux Bourges – Musiques Electroacoustiques et Arts Electroniques (Bourges, 2009), e no Prix Ton Bruneil (Amsterdam, 2010). Participou, entre outros, dos festivais IDFA -International Documentary Filmfestival (Amsterdam, 2006), Documenta Madrid (Madri, 2010), Fidmarseille (Marselha, 2010) e Videobrasil (São Paulo, 2007), evento em que foi premiado com uma bolsa em residência artística em Salvador, Bahia, Brasil (2008).
Cuentan (Argentina, 2009, 06:40min)
Direção: Christian Delgado
Quatro contos contam histórias cotidianas, com algumas dissonâncias entre o áudio e a paisagem.
Christian Delgado nasceu em La Plata em 1972. É fotógrafo e realizador de videos. Estudou direção e roteiro cinematográficos na Escuela de Buenos Aires (TEBA). Em 2008, recebeu uma menção honrosa no Festival de Cine Independiente de La Plata Festifreak. Em 2009, foi selecionado para desenvolver uma video-instalação em homenagem aos 10 anos do aluCine Toronto Media Festival. Em abril de 2010, seu trabalho foi exibido no Museo de Bellas Artes de La Plata. Atualmente faz parte do programa “Paralelas y meridianos. Intercambios de artistas contemporáneos de geografías extremas” e da mostra itinerante “Romper el hielo”.
Los Reflejos Frágiles (Argentina, 2010, 05min)
Direção: Gustavo Galuppo
Traços frágeis de uma memória construída a partir de imagens. Tudo está destruído, eliminado, perdido. Um gesto vazio, uma brincadeira de criança teimosa para apagar os traços de falsas representações inúteis. E a imagem em si também caindo, quebrando-se, queimando-se e desaparecendo. “Reflexões Frágeis” oferece uma visão poética sobre a memória e suas impressões sobre as imagens técnicas.
Gustavo Galuppo nasceu en Rosario, Argentina, em 1971, onde reside e tem desenvolvido toda sua carreira profissional ligada ao cinema e ao video experimental. Sua obra tem recebido vários prêmios internacionais e é exibida frequentemente em mostras do mundo todo. Entre os prêmios recebidos, incluem-se os prêmios do BAFICI 2008 (por “Fedra o la desesperación”), o MAMBA / Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (por “La progresión de las catástrofes”, 2005, Argentina), JVC Tokio Video Festival 2001 (Silver Award por “Teoría de la deriva”, Japón), JVC Tokio Video Festival (Video Comunication Award por “El ticket que explotó”, Japón), a Sudestada-Paris (Premio ao conjunto de obra apresentada, 2009, França), como tambémnumerosos prêmios obtidos no Festival Latinoamericano de Video de Rosario, o Festival de Cine y Video de Santa Fe, e em outros festivais argentinos. Recebeu bolsas da Fundación Antorchas y el Museo de Arte Contemporáneo de Rosario (MACRO). Atua também no campo da teoria cinematográfica, tendo publicado numerosos textos em livros coletivos e publicações especializadas, e na revista El Eclipse, da qual foi seu primeiro diretor. Desde 2004 atua como docente Universitario e realiza cursos e seminários em diversos âmbitos institucionais. Também faz parte do grupo Vera Baxter, com o qual tem realizado a música original da maior parte dos seus vídeos.
Juego De Dormitorio (Argentina, 2006-07, 03:22min)
Direção: Eugenia Calvo
Um truque de mágica, ou quase, ou melhor, um desejo de truque de magia. Com três atos ou peças para converter um conjunto de dormitório em cubos e também para ver como um jogo de dormitorio pode entrar em uma tela reduzida (quase como se fosse um jogo de chá) …. Enquanto isso, a poeira de neve, chips.
Eugenia Calvo nasceu em Rosario, Argentina, em 1976. Trabalha em diferentes projetos priorizando o cotidiano, o relato breve e o particular; utilizando mídias como a fotografia, vídeo e instalações.
Grito (Argentina, 2008, 22min)
Direção: Andrés Denegri
Na América Latina, as décadas de 70 e 80 anos foram ofuscadas pelas ditaduras militares que implantaram uma política de terror e extermínio. Muitos dos que passaram a sua infância neste período têm uma história pessoal traumática e complexa. “Grito” trabalha com memórias autobiográficas, imagens que ecoam na cabeça e ficam presas na garganta.
Nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1975, estudou cinema na Universidad del Cine, onde hoje atua como docente. É professor da Universidad Nacional de Tres de Febrero, no curso de Artes Eletrónicas, e no Instituto Universitario Nacional de Artes, no curso de Artes Visuales. Junto a Gabriela Golder é diretor de CONTINENTE, Centro de investigación en Artes Audiovisuales. É realizador independiente de cinema, vídeo e TV, seguindo uma tendência de experimentação visual e narrativa, apresentando uma predominante produção no campo da videoarte e cinema documental. Com seus trabalhos participou de festivais internacionai e diversas mostras. Realizou residências artísticas no Canadá e EUA. Entre outros reconhecimentos, recebeu o GOLDEN IMPAKT AWARD (Holanda), e o primeiro prêmio do 25 FPS (Croácia).






