MOSTRA//Videoformes

PROGRAMA #6

VIDEOFORMES @CAMPINAS>> vídeos franceses

05/11, sexta-feira às 19h

duração: 66 min.

curadoria: Gabriel Soucheyre (França)

Há mais de 25 anos, o Videoformes Festival tem sido um atento observador e ator no campo da arte contemporânea internacional de imagens em movimento. Promover todas as formas de cinema expandido, instalações, performances, vídeo arte e agora arte digital, é um dos eventos internacionais mais experientes e tem atraído artistas renomados e também artistas emergentes jovens e inovadores. Esta curta seleção de vídeos produzidos na França, ou por artistas franceses, é uma espécie de estado da arte audiovisual de recentes trabalhos experimentais, cada um deles testemunhando uma nova maneira de lidar com a vida, seja em sua forma ou conteúdo.




Phone Tapping (França/Coréia, 2009, 10:20min)

Direção: HeeWon Navi Lee

O filme é construído a partir de um ponto de inflexão que nos conduz imperceptivelmente do dia para a noite, um momento fugaz onde o que era se foi, onde as coisas podem tomar outro significado. Várias vozes nos telefones celulares, falando de fantasmas, guiam-nos pela cidade, enquanto a câmera parece estar em busca de uma concordância história/imagem.

Nascida em dezembro de 1978 em Kyeung Ki-Do, Coréia do Sul, Hee Won Navi Lee trabalhou como estilista em Seul. Desde 2002 ela mora na França. Depois dos estudos de comunicação visual na Ecole Nationale Supérieure d’Art de Nancy, Hee Won Navi Lee passou a integrar Le Fresnoy -Studio National des Arts Contemporains. Sua pesquisa e prática artística misturam habilmente diversas influências, do cinema ao grafismo, do som à instalação. Seus trabalhos utilizam e se orientam cada vez mais em direção às novas mídieas através do universo digital.

Cantor Dustman (França, 2008, 06min)

Direção: Sebastien Loghmann

Um homem encontra um cheiro há muito esquecido e é levado pelas memórias que isso traz à tona. O cheiro desperta nele uma enorme sensação de pluralidade de seu ser, levando-o de volta às profundezas de seu misterioso passado, empurrando os limites do seu mundo interior.

Diretor de cinema, compositor e criador digital, a jornada artística de Sebastien Loghman é um caleidoscópio de experiências multicoloridas. Sebastian recebeu uma bolsa em 2005 para estudar cinema no San Francisco Art Institute, além de ter graduado na famosa Beaux Arts School em Paris em 2006, e graduado com Honra no Studio National Le Fresnoy em 2009. Projetando um universo de mundos incomuns e sofisticados, seus filmes dão forma ao imaterial. Seus personagens, quase sempre melancólicos, incorporam ou observam experiências comparáveis aos rituais dos ritos de passagem, nos quais objetos e lugares são carregados de simbolismo. Seus filmes foram apresentados em festivais, exposições, eventos e televisão. Em 2009, seu filme Cantor Dust Man recebeu o importante prêmio CANAL+ Award no 24th Annual Brest Short Film Festival. Em 2010 ele dirigiu seu primeiro filme em 3-D, Puzzle, em colaboração com o teatro francês Omnimax La Geode.
 Nascido em 1980, mora atualmente em Paris.

Stretching (França, 2009, 04:30min)

Direção: François Vogel

“Stretching” é uma exposição peculiar de ginástica urbana. Um personagem excêntrico louco inventa exercícios rítmicos ao longo das ruas de Manhattan. O ambiente mistura a arquitetura com sua dança divertida, unindo-se à sua alegria.

O diretor parisiense François Vogel tem criado visuais arrebatadores por uma década. Sua carreira em artes visuais iniciou-se com as instalações em galerias do videoartista Dominik Barbier. Ele foi lançado no mercado americano através de uma parceria com Goodby Silverstein and Partners, quando pediram para ele criar a campanha “You” para a empresa HP. Ele também dirigiu curtas premiados como Trois Petit Chats e Les Crabes. Formas são um componente importante do trabalho de Vogel. Quadrados cubistas, planos achatados em um espaço 3D e elementos independentes que se movem são marca do seu trabalho. “O espaço entre o sujeito e a camera me interessa. Eu gosto de manipular este espaço”, diz ele.

Marée noire (França, 2008, 05:07min)

Direção: Nadia Vadori, Sébastien Trouvé & Bruno Lasnier

Voltando à nossa essência, à nossa natureza inata e instintiva antes da corrupção,
fazer o nosso caminho para trás, sendo, e desejando nada mais …

Nadia Vadori é uma coreógrafa, videoartista e performer que associa várias formas artísticas na exploração das texturas plásticas e corporais.

Vox Humana (França, 2009, 13:15min)

Direção: Raphael Thibault

Este projeto é uma performance audiovisual que nasceu da colaboração entre o compositor-Hyun Cho Hwa e o videomaker Rafael Thibault. O vídeo, intimamente ligado a inflexões da partitura musical, une dança contemporânea à animação 3D. Mostra dois corpos perdidos em um ambiente abstrato.

Nascido em 1980 na França, vive e trabalha em Paris. Com diploma da ENSAD (Paris, 2004), ele trabalha principalmente com desenho de luz e cenografia, especialmente para o artista Keiichi Tahara. É graças à uma bolsa do governo japonês q ele completa seus estudos em Kyoto durante dois anos e meio, período intenso durante o qual ele realiza seu primeiro longa-metragem, Forbidden loss, em japonês. Em 2007 ele retorna à França e ingressa no Fresnoy, Studio national des arts contemporains, onde dá prosseguimento às suas pesquisas cinematográficas desenvolvidas no Japão através de um curta-metragem de estilo definido, Mange-bitume. Em 2008 inicia o projetoVox Humana, uma performance audiovisual escrita a quatro mãos, que constitui uma tentativa de conciliar linguagem cinematrográfica e espetáculo ao vivo. Resulta numa obra complexa, que demanda numerosas tecnologias digitais de ponta, e que marca um novo momento na estética deste jovem artista.

Saison mutante (França, 2009, 04:40min)

Direção: Delphine Chauvet

Uma besta esquisita vagueia sozinha no universo. Ela vai sofrer uma bizarra metamorfose e provocará a criação de um planeta estranho.

Delphine Chauvet passou sua infância na Argélia e no Marrocos e agora vive em Angoulême, onde pratica desenho. “Saison Mutante”, co-dirigido por Jimmy Audoin, é seu primeiro filme animado, que ela vê como um momento-chave no desenvolvimento de seu processo artístico. Formada em Belas Artes em Tourcoing, ela está atualmente trabalhando para desenvolver uma exposição de desenhos grandes com base em imagens fantasiadas do reino vegetal e das origens do mundo.
 

Demoiselles (França, 2008, 01:03min)

Direção: Anne Lauroz

Um encontro virtual entre Senhorita Azul e Senhorita Pink graças a um sistema de ilusão de ótica. Seus gestos repetitivos causam sobreposição das imagens e eventualmente criam situações em que os dois personagens se fundem.

Anne Lauroz é nascida em 1987 em Grenoble, e atualmente vive em Paris. É uma jovem videoartista que procura seus materiais no cinema, televisão e internet, realizando remakes e manipulação dos universos audiovisuais. Termina atualmente seus estudos na ENSAPC (École Nationale Supérieure d’Arts de Paris-Cergy).

Coagulate (França/Romênia, 2008, 05:56min)

Direção: Mihai Grecu

Ausência, presença e distorções aquáticas nesta coreografia de fluidos, forças misteriosas torcem as leis físicas e afetam o comportamento dos seres vivos em espaços purificados.

Mihai Grecu nasceu na Romênia em 1981. Depois de estudar arte e design na Romênia e França, ele tem realizado sua pesquisa artística no Fresnoy Studio of Contemporary Arts. Temas recorrentes como clonagem, alucinação, vida urbana e Guerra articulam o conjunto da sua exploração do misterioso e do subconsciente. Essas viagens poéticas e visuais misturam diversas técnicas e estilos e podem ser vistas como propostas para uma nova tecnologia guiada pelo sonho. Seu trabalho tem sido exibido em numerosos festivais (Locarno, Rotterdam, Festival of New Cinema in Montreal) e exposições (“Dans la nuit, des images” no Grand Palais,”Labyrinth of my mind” no Cube, “Video Short list: the Dream Machine” no Passage du Retz, “Studio” na Les Filles du Calvaire Gallery etc).

Naufrage (França, 2008, 07min)

Direção: Clorinde Durand

A narração pára no instante congelado. Mas “Naufrage” relata algo. Sobre o que é que está falando? Nós não sabemos … talvez um acidente, uma depressão, uma explosão? Esta cena pode ser o ápice de um cenário de catástrofe: o momento da emoção física. No entanto, nada na seqüência de eventos tenta explicar este estado de coisas.

Diretora francesa nascida em 1984.

Lacan Dalida (França, 2000, 06:30min)

Direção: Pascal Lièvre

Na tela, a sombra de um homem e uma mulher cantando um karaoke postmortem. Um texto de Jacques Lacan é cantado sobre música de Dalida. On the screen, the shadow of a man and a woman singing a postmortem karaoké.

Artista francês nascido em 1963, Pascal Lièvre se apropria de um discurso politico inspirado no surrealismo e nos situacionistas na mistura de ícones da alta cultura e da cultura popular. Começo sua prática pela pintura, em tomando e transformando as informações que formam as imagens do passado afim de experimentar como elas se articulam entre elas e se podem ainda informar os vivos. Desde 2001 tem realizado videos, performances, fotos, instalações – é o conjunto das práticas artísticas que o interessam.

Taliban (França, 2009, 01:30min)

Direção: Chrystel Egal

Contra uma tentativa de liberdade de criação e de existência.

“Eu escrevo, filmo e fotografo a noite, a marginalidade, as situações de tensão. Meu estilo é o do retrato-ficção. Cada vez, procuro um encontro verdadeiro com um personagem real, e adiciono ao nosso encontro uma dimensão ficcional. Procuro recapturar os sentimentos originais do encontro, e recriar o mundo de pensamentos e insights que despertou.”

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